O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) extinguiu o cargo de nove juízes e nove promotores no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) que iriam atuar nas Eleições estaduais de 2018. De acordo com o TSE, o corte aconteceu em decorrência do rezoneamento.
O rezoneamento teve o objetivo de racionalizar o atendimento aos eleitores por meio da criação de postos de atendimento ao eleitor. Nesses postos, são realizadas atividades como atualização e manutenção do cadastro eleitoral, logística das eleições e recebimento de documentos de partidos e candidatos.
Para tanto, a extinção de zonas eleitorais significa apenas que não haverá necessidade de atuarem, naquela região, um juiz e um promotor, uma vez que em 90% dos casos a atuação é somente administrativa, como emissão de título, cadastramento eleitoral, entre outros serviços.
São questões que podem ser resolvidas por servidores e colaboradores, sem que haja a interferência de uma autoridade. Já os processos judiciais, em sua maioria, resolvem-se no próprio ano da eleição, e, passado esse período, os casos seguem para outras instâncias da Justiça Eleitoral.
O TSE explicou que o fato de não haver juiz nem promotor fixos não elimina a possibilidade de convocar essas autoridades para atuarem em caso de necessidade, principalmente no período eleitoral. Caberá ao TRE-PB definir essa necessidade, de acordo com a situação concreta.
Entenda o rezoneamento
Segundo informações do TSE, o rezoneamento eleitoral promovido em todo o país foi a primeira etapa de um processo para melhorar o atendimento aos eleitores. O objetivo da iniciativa foi aprimorar o trabalho da Justiça Eleitoral e economizar gastos com as zonas eleitorais.
Em 2017, o TSE editou uma resolução que estabelecia diretrizes para extinção e remanejamento de zonas eleitorais do interior dos estados. Veja quais foram as razões para o rezoneamento, segundo o TSE:
- a necessidade de racionalizar e otimizar os serviços eleitorais, adequando-os à iminente implantação do Documento Nacional de Identificação (DNI) e à realidade social, demográfica e geográfica dos municípios brasileiros;
- a necessidade de aumentar a capilaridade da Justiça Eleitoral, fomentando a criação de postos de atendimento que melhor alcancem os eleitores e cidadãos, sem que seja necessária a criação de mais zonas eleitorais;
- a necessidade de ajustar distorções no quantitativo de eleitores em zonas eleitorais e de racionalizar custos em um cenário de fragilidade econômica do país, sem desamparar o atendimento à sociedade.
G1 PB
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.